Na última edição da revista Bites, Cadu Lemos falou sobre um fenômeno chamado a Conspiração do Consumidor, em que os consumidores estão conectados uns aos outros e possuem um poder de decisão apoiado na troca de informações que faz com demais pessoas consumam as mesmas marcas ou produtos. Esse fenômeno pode ser perigoso para as empresas que ignoram as redes sociais e principalmente no que fundamenta esse novo ambiente, a colaboração.
Quando os empresários entenderem o que significa de fato colaboração na web, além de economizar em campanhas de relacionamento, marketing e publicidade online que nem sempre possuem ROI significativo, vão se posicionar à frente de seus concorrentes e se aproximar dos protagonistas de mudanças e tendências na web.
É importante lembrar que esses protagonistas são os atores sociais que formam a opinião da grande massa na internet. Se existe um público no qual a empresa vai medir os resultados de uma ação é esse. A qualidade desse público é diferente da capacidade crítica do usuário médio. Isso não significa que os usuários médios devem ser ignorados, pelo contrário, é possível se comunicar diretamente com eles, sem intermediação de terceiros.
Independente do nível de intimidade que o usuário tenha com a internet e com as redes sociais, ele está propenso à colaboração. Se as pessoas comuns estão interagindo entre si, por que não interagir também com empresas? A empresa pode inclusive incentivar a colaboração dos seus funcionários, incorporando esse conceito na própria instituição.
Na IBM, por exemplo, existe o Idea Factory, que é uma solução colaborativa para redes sociais. "Se eu tivesse que descrever o futuro em uma palavra, ela seria colaboração", disse o pesquisador emérito da IBM Jean P. Jacob. Se as empresas pretendem ter sucesso com web é preciso começar a por em prática idéias fundamentadas na colaboração.
A web 2.0 foi a grande responsável por incorporar esse conceito. Nela as pessoas ganharam poder de produzir conteúdo e postar em páginas web, passaram de simples receptor de mensagens a meio e fonte. Tudo está online, a vida começou a ter situações reais "hospedadas" no mundo virtual.
A "Cisco 3.0", como gosta de chamar seu diretor executivo, John Chambers, faz uso do máximo de tecnologia que pode, desde que elas possam transformar os modelos corporativos, gerando produtividade na natureza do trabalho. Videoconferência em que a imagem de um executivo é revelada em tamanho real é algo praticado com naturalidade na empresa há alguns anos. A Cisco está tornando as tecnologias parte do dia-a-dia de trabalho e incorporando essas mudanças à comunicação da empresa e está se preparando para encarar o padrão de mudanças que a Internet traz, uma elas poderia ser a web 3.0, mas isso é um outro assunto.
O principal é que tanto empresários quanto comunicadores das empresas percebam a importância de dar voz à colaboração dos públicos que interferem na organização. A colaboração deve ser posta em prática seja através de um blog, fóruns, comentários sobre produtos, redes sociais, microblogs, o que for. O importante é ter uma boa relação com os clientes e acreditar que, colaborando, tanto as empresas quanto os públicos podem aprender constantemente com essas trocas.
Fonte: iMasters
Hope
Há 16 anos